Atravessador de liderança política está com os dias contados

Escrito por Manacy Henrique em 9 de outubro de 2018

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Atravessador de liderança política está com os dias contados

Contra a bandidagem de correligionários políticos eu só tenho esta arma: a verdade.

Em sua última ceia eleitoral, o prefeito Paulinho Emídio foi acompanhado pelos seus 14 apóstolos políticos, quer dizer, parlamentares. Ao apagar das luzes três não esperaram pela sobremesa, botaram seus candidatos nas costas e foram bater penas pelas ruas, ruelas e becos de São Gonçalo do Amarante.

Do encontro, saíram lambendo os dedos Thiago Soares (PTC) e Edmilson Gomes (MDB). Trocando em miúdo, apenas sentiram o cheirinho (alô torcida do Flamengo) da vitória. Por outro lado, Adelson Martins (PV) até ontem ainda comemorava a eleição de Cristiane Dantas (PPL).

Todo e qualquer marisqueiro político são-gonçalense sabe de cor e salteado que remar contra a maré é contraproducente, ou seja, vai levar a lugar nenhum. E foi justamente o que aconteceu com o nosso projeto de eleger Terezinha Maia (PR).

Na prática, Paulinho era para pagar com a mesma moeda. Assim foi feito com o vice-prefeito Eraldo Paiva (PT) em 2014, lembram? Depois ele voltou e hoje ocupa o segundo cargo mais importante do município dado por nós mesmos. Ora, tem que fazer o que o líder faz e não o que ele manda!

Nesta campanha, Emídio foi bom para os amigos e ruim para ele mesmo. Basta contabilizar os votos dos funcionários comissionados que foram liberados e trabalharam para Albert Dickson, deputado eleito. Cristiane Dantas, também, eleita. Marconi Santos, por exemplo, salgou mais de 200 votos para o candidato a deputado federal Renato Fernandes.

Portanto, o vetor principal da derrota de Terezinha Maia, com algumas exceções, foi o atravessador de liderança. Esse tipo de pelego ainda está politicamente na era analógica e nós já estamos na digital. O voto está na casa do eleitor e não nos bolsos dos políticos.

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