Falta de recurso e gestão torna o Hospital Maternidade Berlarmina Monte mais um paciente do SUS

Escrito por Manacy Henrique em 3 de abril de 2018

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Falta de recurso e gestão torna o Hospital Maternidade Berlarmina Monte mais um paciente do SUS

Atualmente, o Hospital Maternidade Berlarmina Monte de São Gonçalo do Amarante (RN), administrado pela Fundação São Camilo, vai de encontro o que é recomendado em administração hospitalar e o que defende o Sistema Único de Saúde (SUS). As condições de atendimento são desumanas para os pacientes e os profissionais.

Pois é flagrante a falta de política de humanização que, entre outras obrigações, exige agilidade no atendimento, conseqüentemente, a diminuição de filas. Depois de esperar 9 horas para ser atendido, fiquei convencido de que o caminho para a instituição adequar-se às necessidades da nossa população é longo.

Infelizmente, segundo informações, por causa da demanda o acolhimento com classificação de risco nem sempre é feita por enfermeiro. Às vezes, a superlotação força o apoio do técnico de enfermagem. Aí o paciente que precisa de atendimento prioritário pode ser confundido com aquele que não.

No nível de gravidade por cor e tempo de atendimento a minha cor de classificação foi a verde. Pela tabela o meu tempo de espera seria de 1 hora. Infelizmente, a falta de organização, de estrutura e de pelo menos mais um médico para o plantão diário poderia ter evitado que eu tivesse deixado enterrado ali, no mínimo, seis horas de minha vida.

“Consultório 1 senha 96”, quando li essa mensagem, acreditem, mesmo depois de todo esse tempo de espera, senti uma alegria imensa e alívio maior ainda. Mas antes de entrar, fui logo percebendo que o doutor trabalha sem a menor segurança. Não tem um vigilante que lhe proteja dos pacientes, por exemplo, bêbados. Quando o profissional está no sufoco, improvisam um funcionário da portaria.

O médico plantonista foi atencioso, respondeu pacientemente aos meus questionamentos sobre o meu estado de saúde, ou seja, agiu de acordo com a política da humanização. Apesar de não atender apenas no consultório, pois ele também atende aos pacientes da enfermaria. Pasmem, confessou-me que até o fim do seu plantão iria fechar, aproximadamente, 110, 120 atendimentos.

Portanto meus amigos são-gonçalenses, com todas as vênias as opiniões contrárias, o Hospital Maternidade Berlarmina Monte precisa urgentemente que o governo do Estado cumpra sua parte. Por outro lado, a Comissão de Saúde da Câmara Municipal tem que entrar nessa discussão, inclusive, da gestão. Esses são os caminhos para humanizar o atendimento.

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