Na política é possível não ter cão e caçar com gato?

Escrito por Manacy Henrique em 17 de maio de 2018

Sem títu

Na política é possível não ter cão e caçar com gato?

O ex-presidente da Câmara de Vereadores de São Gonçalo do Amarante Geraldo Veríssimo de Oliveira venceu enquete no Facebook, assinada pelo internauta Marcos Oliveira, o seu presidente e irmão de fogueira Raimundo Mendes Alves na disputa da preferência popular para deputado federal.

Não quero ver para crer e muito menos duvido da lisura de como as pessoas foram estimuladas a opinar. Peço vênia a todos que participaram, mas, por favor, digam-me o que fazer com essa frase “Quem não é visto, não é lembrado”.

Na matemática dessa enquete a ordem dos fatores alterou o produto: quem não é lembrado, é visto. Sacou meu caro leitor? Pela sua atuação parlamentar, política e administrativa quem hoje ocupa os jornais, revistas, a televisão, o rádio e a internet, por exemplo, é Mendes.

Além disso, na porta da entrada da cidade, em Jardim Lola, sentido Natal/São Gonçalo o presidente tem um escritório de advocacia há mais de 20 anos que atende gratuitamente ao povo carente e também aqueles que podem pagar. Como liderança partidária, Mendes é cotado como eleito dentro da sua coligação.

Nas últimas eleições, Alves obteve 1.419, isto é, 2,63% dos votos do povo são-gonçalense. Enquanto, apenas para efeitos comparativos, Veríssimo foi votado por 1.081 eleitores, percentualmente, atingiu 2% dos votos válidos na proporcional que apoiou o candidato a prefeito Barão.

Portanto, politicamente é possível caçar com gato. Mas para encher o bisaco desse jeito o cão tem que está longe e moribundo. Quem achar o gato no texto, cuidado para ser arranhado, entre Mendes, Veríssimo e Marcos vai entendê-lo. Vamos botar a cabecinha pra funcionar, minha gente.

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