O que podemos fazer para não deixarmos morrer também o legado cultural do Mestre são-gonçalense Antônio de Rosa?

Escrito por Manacy Henrique em 4 de junho de 2018

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O que podemos fazer para não deixarmos morrer também o legado cultural do Mestre são-gonçalense Antônio de Rosa?

Ainda Sem empedramento, sem água encanada, sem luminárias lâmpadas LED e já sem Antônio de Rosa, Mestre e brincante do Grupo Folclórico Surubim de Tapará, em São Gonçalo do Amarante (RN), a Rua Poço Tapará continua com a chama acesa da Cultura são-gonçalense.

Os dedos que cosiam os pontos largos da nossa cultura, os pontos miúdos na fabricação dos bonecos de Mamulengo e tiravam do violino o som eram os mesmos das mãos que lapidavam um cabo de foice, de enxada e de machado para manter a sobrevivência da família.

Mestre Antônio, meus caríssimos leitores, mesmo nessas condições adversas, foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Rio Grande do Norte. Patrimônios Vivos são nomeados pelo Estado.

Fazia um mês que tinha se mudado para a Rua Edson Coelho da Silva, em Barro Duro, zona rural de São Gonçalo. A dor, que o gemido fez acordar Seu Pitu, seu vizinho de cerca, foi no coração. Esse o socorreu ainda com vida. Era quinta-feira (31), por volta das 10h. Chegou a óbito na sexta-feira (1º), à 1h da madrugada.

Seu Antônio, de 77 aos, deixou a esposa, Rosenilda Bezerra da Silva e dois filhos, um de seis, outro de dois anos. Quem quiser homenageá-lo pelo largado deixado para a cultura são-gonçalense, no Dia de Finados, por exemplo, o corpo foi enterrado no cemitério de Igreja Nova. Fora dessa data, é só procurar a Secretaria Municipal de Cultura.

Como último gesto de reconhecimento ao homem, que optou por levar uma vida simples e honesta em favor nossa cultura popular, a Fundação Cultural Dona Militana o premiou no Edital de Cultura Popular Mestre Sérvulo da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante.

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