Poder Executivo esperava seis meses de redução de salários, mas só aprovaram três

Escrito por Manacy Henrique em 23 de janeiro de 2019

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Poder Executivo esperava seis meses de redução de salários, mas só aprovaram três

“Se ele quiser (o prefeito) a gente dá mais três meses, seis ou até doze”, disse um vereador aliado.

Desta vez, os vereadores da base governista que votaram contra os três meses de redução salarial do prefeito, do vice, do secretariado municipal, secretário e adjunto, votaram a favor da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante/ RN.

Os “insurgentes” Edmilson Gomes, Adelson Martins, Edson Arcanjo e Valda Siqueira não se deram conta de que a manobra para aprovar três meses foi bem sucedida porque o ofício enviado pelo prefeito, propondo o Projeto de Lei, não especificou prazo. Não quero nem falar dos “chavecos” da Comissão de Justiça e Redação.

Mas em conversa de canto de parede, a maioria da base governista sabia que o desejo do prefeito Paulinho Emídio era de que fosse aprovado um período, no mínimo, de seis meses prorrogáveis por mais seis.

Ora, a lei aprovada, ainda, em 2016 deu direito ao prefeito ganhar até R$ 27.776,00, o vice R$ 19.443,20, o secretário R$ 14 mil e o adjunto R$ 11.900,00. Caso os vereadores tivessem aprovado a redução de 22% sobre esses salários, em um ano, a economia para os cofres públicos seria de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Mas nem tudo estar perdido. O prefeito será capaz de conseguir economizar esses milhões desde que se transforme, literalmente, em um pedinte, ou seja, após os três meses, ele peça mais três, mais três e mais três.

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