Vereador Nino: a volta do que não foi

Escrito por Manacy Henrique me 10 de agosto de 2018

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Vereador Nino: a volta do que não foi

Robinson, Zenaide, João e Tereza são os votos dos Arcanjo

Quem acompanhou, de perto, todo o processo que antecedeu as convenções partidárias das últimas eleições para prefeito de São Gonçalo do Amarante (RN), certamente, terá na ponta da língua a resposta para a pergunta: por que Edson Arcanjo da Silva (MDB) deixou o grupo político liderado pelo o ex-prefeito Jaime Calado?

Eu tenho. Aliás, conheci os obstáculos vencidos por Nino desse caminho da cruz para encontrar um abrigo partidário de coeficiente eleitoral que lhe desse segurança na disputa da sua reeleição. Parte desse trajeto está registrada, em ata, nas sessões ordinárias realizadas na Câmara Municipal.

Um deles, por exemplo, foi a alegação de que o PR não abria as portas para ele porque, supostamente, iriam enfrentar um “papa voto”. Argumento sem consistência, pois o Partido da República (PR) elegeu Valda Siqueira, a mais votada, e o segundo foi ex-presidente Geraldo Veríssimo de Oliveira também do partido.

Antes de oficializar a sua saída da guarda de João Maia, presidente Estadual do PR, Veríssimo, num gesto simbólico, entregou a sua camisa para Nino. Apesar de o grupo republicano ter perdido 2000 mil votos, mesmo assim, o vereador não foi aceito.

Com certeza que Wendell Jerffesson tem essas provas guardadas a sete chaves. O pioneirismo de registrar em câmara de vídeo as sessões da “Casa dos Homens Bons” é dele. Aliás, espero que o blogueiro desavisado Seu Rafael Mello faça bom uso dessa informação.

Nunca, embora tenha sido ignorado todo tempo, o parlamentar Arcanjo tramou contra a sua ex-casa e muito menos contra os seus abrigados politicamente. No campo eleitoral, jogou bem e deu seu sangue para eleger Poti Neto.
Certamente, faria o mesmo se estivesse do nosso lado.

Do nosso grupo, atire a primeira pedra quem nunca fez negócios políticos, partidários ou eleitorais com pelo menos um membro da dinastia Cavalcanti. Não faz muito tempo que nos valemos do seu apoio para reeleger um prefeito.

Portanto, o radicalismo praticado nas redes sociais e o canibalismo eleitoral de alguns candidatos a deputado estadual, dentro do próprio grupo, comprometem sobremaneira as relações democráticas, consequentemente, causam fissura anal no nosso corpo político. Deixem Nino trabalhar, rapazes e raparigas.

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